Mais uma vez apanho o metro, o destino será a minha casa. Terei de chegar a Oriente e lá apanharei o comboio.
Sentei-me ainda há pouco num dos bancos de uma das carruagens do meio, paramos na próxima paragem e eis que entra um jovem senhor que se senta à minha frente, duas paragens adiante e uma senhora dos seus quarenta anos, senta-se ao lado do tal senhor.
Ambos recebem uma mensagem quase que em simultâneo. Ela solta um sorriso nos lábios e ele, um choro interno expressando uma lágrima no canto do olho.
Que mensagens seriam aquelas?
Por vezes, longe das pessoas de quem gostamos, sentimos e pensamos coisas que as pessoas do lado de lá, nem imaginam o impacto das palavras que em nós pode ter.
Reagimos, sentimos... pensamos de variadas formas, muitas vezes não assertivas, mas a verdade é que reagimos. É nessas alturas que muito se perde e a pessoa que nos envia a mensagem nem faz a mínima ideia de como nos vamos sentir nesse momento de leitura. Nem sempre é assim mas acontece.
ps: Tentem estar atentos ao que dizem, eu mesmo tenho os meus erros.
Pedro Mendes
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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