segunda-feira, 31 de março de 2008

É a vergonha, isto é uma vergonha!

Sim é uma vergonha e não me canso de repetir que é uma vergonha este nosso país, que em tempos lutou pela sua libertação, pelas conquistas de outras partes do mundo, um povo que já foi tão respeitado para consigo mesmo. E agora o que vemos? Vemos a vergonha do nosso país, afundando-se a passos bem largos, mas que no entanto a ignorância de muitos e a incapacidade de outro já para não falar da ganância da maior parte, nada faz para mudar este rumo do visível desespero de muitas famílias, que nem sabem onde ir buscar dinheiro para uma simples migalha de pão.

A economia está de rastos, tanto anda meio passo para a frente como dois ou três para trás, a saúde que tanto se precisa e está num estado do salve-se quem poder, bem que eles poderiam fazer um bom serviço, mas as filas de espera são tantas que aos excelentes profissionais lhes compete apenas tentar despachar… não admira que exista tanta negligencia, mas é que este nem é dos piores males mesmo sabendo que a saúde é dos bens mais importantes. E agora é que é o delas, a educação, mas que raio de educação vem a ser esta do povo português?

Desde já devo referir que não sou racista, mas por vezes conseguem confundir-me…

Ainda no outro dia fui a uma superfície comercial bem conhecida a nível nacional, e após ter feito umas compras com o meu pai, ambos dirigimo-nos para a caixa, até aqui tudo normal e estávamos no segundo lugar da fila. Não que aparece do nada duas senhoras ciganas, uma delas com uma criança ao colo e nos passam à frente… Claro, foi-lhe chamada a atenção de que não estava na sua vez, ao que ela responde…

-Mas eu tenho só isto para comprar e estou com pressa.

Ao que o meu pai responde.

- Desculpe mas nós também só temos este produto e também estamos com pressa.

Logo de seguida a senhora tem a infeliz resposta de que estava com uma criança, quando esta nem sequer estava ao seu colo, mas sim da suposta filha já bem crescida.

Este caso meteu-me a pensar e a dar voltas na mioleira, não sou de facto racista mas a ignorância de alguns por vezes confunde-me por completo. A senhora primeiro passa à frente do seu suposto lugar, não pede autorização, desculpa-se esfarrapadamente e ainda fica a resmungar como se fossemos os maus da fita e insinuando pela sua expressão que estávamos numa atitude racista suponho.

Não era escusado este tipo de abordagens se houvesse mais civismo por parte dos nossos cidadãos?

É que o civismo faz parte da educação e anda-se por aí a tentar melhorar a educação escolar, que ao que me parece, estar a começar pelo fim, quando existe pessoas para educar, economia para estabilizar, hospitais para tratar. Onde está o nosso ouro? O país acolhedor que outrora fomos, transformou-se nesta arena diária, com espectadores por todo o lado que aplaudem com euforia aos toureiros da política.

Toureiros que metem-nos facadas nas costas, fazendo-nos sangrar que nem touros de morte. E mesmo com um conjunto de forcados bem robustos na frente, não nos vamos render mesmo que perca-mos e nos deixemos cair no meio do espectáculo, é assim que conheci o povo português, “lutador”!

Ainda existe uma esperança de tudo mudar, pode ser que esses apreciadores da tourada ainda consigam dominar os toureiros e os forcados. Só ainda não percebi como é que o cavalo do Sócrates não perdeu forças nas pernas, pode ser que ainda lhe encurtem as rédeas ou lhe cortem os pulsos, se é que o cavalo os tem, se não tiver pode ser mesmo ao primeiro-ministro.

__________________________________________________________

Pedro Mendes

quinta-feira, 24 de maio de 2007

A mente humana de um outro ponto de vista

Somos herdeiros do poder que temos na mente. Somos donos dos nossos pensamentos e das capacidades que nos foram atribuídas e assim criadas, interligadas em conformidade com as vivências. Mas seremos capazes de nos definir verdadeiramente? Há quem pense que sim, quem consegue controlar-se ao ponto de passar os limites, de ultrapassar o normal para nós, sendo considerado como paranormal, mas não será isso um pequeno passo para as nossas verdadeiras capacidades humanas?

Reparemos no caso da juventude portuguesa!

Devo desde já afirmar que o jovem português, está de todo perdido, atento mas tão ingénuo que me dá vontade de soltar uma gargalhada das grandes. Posso mesmo dar um exemplo, basta dizer: -eu sou o dono do mundo e sou o maior o mais bonito e toda gente gosta de mim.

Esta é uma caricatura bastante exagerada pois claro, mas com certeza, ainda há umas mentes brilhantes que conseguem chegar a este ponto, se não mesmo pior.

Para quê querer parecer tão grande quando afinal, apenas se consegue ser uma pequenina parte de uma molécula mal elaborada. Algumas com tantas cargas negativas que se fazem explodir contra brilhantes cargas positivas. Ainda há mentes brilhantes e hoje em dia, mais que nunca, acredito perfeitamente nisso.

Quem disse que uma pessoa não pode mudar o mundo? Uma pessoa não pode perfeitamente mudar o mundo de outra pessoa? Estou a falar de mentes brilhantes, de sentimentos cintilantes em constante combustão, tu também és capaz, faz valer o bater do teu coração.

Não acredito na perfeição, não aceito em grande parte a palavra solidão. Mas aceito verdade, a igualdade e principalmente o amor.

Somos os donos do mundo, os donos do nosso refúgio. Anda, sai da toca e faz algo por todos nós!

__________________________________________________________

Pedro Mendes

sexta-feira, 18 de maio de 2007


Mais uma vez dou por mim a olhar pela janela.
O mundo lá fora é estranho, é cheio de surpresas às quais tenho que me adaptar.
É um mundo incógnito, onde me pergunto "o que é isto?", "o porque daquilo?" e é assim que exploro o mundo, o meu mundo. Deste lado vejo através de uma barreira de areia fundida, do outro lado espera-me o verdadeiro amor que me fará feliz, que me fará sentir num outro mundo.

_________________________________________________________
Foto de: http://psyemotion.deviantart.com/

sexta-feira, 30 de março de 2007

O brilho de Mary


Sinto a tua falta apesar de nunca te ter sentido junto a mim, mas a natureza da vida é mesmo assim. Tristes foram os tempos, surge então uma alegria, um sentimento belo, amoroso, doce como o açucar que te corre nas palavras vivas e mestiriosas, sentidas na pele pura que te envolve. A luz ao longe desaparecia, como se de um fim de dia se tratasse, mas não, ela emerge.

"É fogo que arde, sem se ver"

__________________________________________________________
Foto de: http://psyemotion.deviantart.com/

domingo, 7 de janeiro de 2007

Pudesse eu mover os pólos


Pudesse eu mudar o mundo e converter certas mentalidades
Pudesse eu mover o sofrimento e converter a dor


Nosso mundo anda quente,
Ferve em cada esquina, num olhar, nas colinas de um precipício
Esmaga o fraco que desiste, destrói o forte cruel
O doce do silencio que por vezes se ocupa

Pudesse eu olhar-te nos olhos e te beijar com eles
Pudesse eu acariciar tua alma e repousar nela

Espíritos vagueando nas colinas
Colinas em ravinas de um doce olhar penetrante.
Engole minha saliva, come minha língua
Deixa-me sem palavras apenas pensante

Pudesse eu matar a sede secando todo o mal
Pudesse eu saborear...

__________________________________________________________
Foto de: http://psyemotion.deviantart.com/

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Doce flor


Existe momentos em que paro um pouco no tempo
e sinto-me como uma
flor.

Estático, parando para pensar e repensar na vida.
Vendo cada pétala como um caminho a seguir
.


Pétalas que por vezes acabo por alongar.

No centro a confusão,
a confusão de um conjunto de pensares.

No centro estás comigo, me acompanhas o coração.

Coração embalado pela tua melodia.
É tão bom sentir-me assim.


Escolho a melhor pétala, aquela que me leva a ti.

__________________________________________________________
Foto de: http://psyemotion.deviantart.com/